quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Amor, beijos e promessa

A sua voz ainda ecoa pelos meus instintos e ainda sou capaz de sentir como outrora, o frio na espinha que me causas.

Delírios sussurrados e promessas de um amor sóbrio. Sonetos improvisados escritos aos beijos, cujo papel é o dorso que se ajeita entre um e outro arrepio. Frases curtas. Desejos longos. Mãos que se entrelaçam num breve momento eterno.

Sorriso interno pras lembranças de particularidades divididas. Amor pueril de domingo na praça. Sorvete aos beijos.

Olhos fixos na lua de promessas fáceis, pôr-do-sol ligeiro tal como a duração do girassol.

Mesmo ritmo, mesma melodia, harmonia entre os tons da fala e da pele. Com passos largos em breves compassos. Música marcada pelas batidas do coração. Jogos de amor, onde se é permitido roubar beijos e ambos saímos vencedores. Há braços que se encaixam num delicioso abraço.

A flor no cabelo e na lapela. O riso dispersando o juízo.

Declarações eternas. Obrigação de ir, querência de ficar. E na próxima cena o beijo desesperado de boa noite carrega a promessa ao ouvir: “eu volto, na esperança de nunca mais ter que partir”.

(Débora Carolina de Souza Bonato - 3º ano Português/ Espanhol)

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