sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Flor de ir embora


É triste desatar o nó
Romper o laço, amordaçar o verso
Prender a alma, escravizar o sentimento.
Flor do desespero, flor do tempo.

Desapegar o apreço
Aderir à dor, desconstruir sonhos
Redescobrir os segredos.
Flor do equívoco, flor do medo.

Chorar poesias e lágrimas
Sangrar músicas, rasgar páginas
Beber o ópio, matar o épico desejo
Flor da dor, flor do desapego.

Temer o perfume, abrir suas pétalas
Dilacerar os registros que eternizaram
o corpo, a alma e a arte.
Flor da demora, flor da saudade.

Seguir meu caminho, encontrar outro destino
Levar o vulto da paixão e do ardor
Semear a amizade no meu caminho.
Flor de ir embora, meu amor, flor de ir embora.

(Rodolfo Lemos - 2º ano Português/ Espanhol)

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