segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ao Incerto

Como é bom entregar-se ao incerto.
Abdicar do aparente domínio que pensamos ter sobre o fluxo da vida.
Abraçar generosamente as dádivas que sequer supúnhamos existir.
Ser acometido e surpreendido pelo que não estava, conscientemente, no nosso script existencial.
Enfim, reverenciar os "acasos",
dobrar-se às suas sutilezas e sentir a gélida sensação do impensado.
Pois, o inesperado é fiel ouvinte dos reclames do coração.

(Ricardo Luís Mercuri - Professor de História e graduando em Psicologia)

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